Um dia para visitar a ilha de Miyajima

Ao visitar a cidade de Hiroshima, vale reservar um dia inteiro para conhecer a ilha de Miyajima. Apesar de não ser muito extensa, o ideal é fazer uma day trip para poder observar a grande atração da ilha, o Torii Flutuante em duas situações diferentes, de acordo com a maré.

Quem tem o Japan Rail Pass (clique para ler sobre esse passe trem) tem uma grande vantagem ao visitar Miyajima, já que o barco que sai de Hiroshima para lá, está incluído no passe de JR. Como estávamos hospedados bem próximo à estação Fukuro-machi (U2 – sentido Hondori), seguimos na linha 3 (azul) até a estação Hiroden-nishi-hiroshima, onde saltamos para pegar o JR. Uma vez no JR, fomos no sentido Shimonoseki, saltando na estação Miyajima-guchi, onde pegamos a balsa exclusiva do JR (existem outras que não estão incluídas no passe), que nos levou direto à ilha, em um percurso de aproximadamente 10 minutos.

como chegar balsa JR

Miyajima significa “ilha-santuário” e foi declarada Patrimônio da Humanidade, sendo simbolizada pelo santuário Itsukushima e o super fotografado O-Torii – mais conhecido como Torii Flutuante -, pois em maré alta sua base fica submersa, dando a ilusão do portal estar flutuando. Por essa razão, é importante consultar a tábua de maré (todo hotel em Hiroshima informa) para que assim como fizemos, você consiga ver o torii submerso ou caminhar até ele, enquanto a maré está baixa. O primeiro torii foi construído no século 12 com fundos arrecadados pelo líder militar Taira no Kiyomori. O atual data de 1875, com 16 metros de altura.

O O-Torii faz parte do santuário Itsukushima, que também é inundado durante a maré alta, por isso sua construção foi realizada de forma suspensa, em 593. Em 1168, o santuário foi remodelado para a estrutura atual, no estilo Shinden, e em 1996 foi declarado Patrimônio Mundial. O acesso ao santuário se dava apenas de barco, tendo como entrada o torii flutuante na baía. Atualmente, é possível chegar a ele por uma parte aterrada da ilha, que mantém a fauna e flora intocadas, por conta das leis de preservação ambiental. Tanto é que em vários momentos passamos por alguns cervos que se aproximam em busca de comida.

torii flutuante itsukushima

Ainda na ilha, é possível visitar o Momijidani Park, um parque na base do Monte Misen, coberto por uma vegetação de floresta nativa, que no verão não estava tão bonito, mas vimos fotos dele no outono, época em que ele fica belíssimo. Quem quiser chegar ao topo do Monte Misen, pode pegar o teleférico, mas prepare-se porque as filas podem ser bem grandes.

O ideal é fazer fotos no O-Torii logo ao chegar à ilha, enquanto a maré estiver baixa e depois explorar as diversas lojinhas de souvenires e barraquinhas de comida. Foi lá que provamos a “Hiroshima cola” – uma versão local do refrigerante – e o “Ice Monaka” ou momiji manju, um waffle recheado com sorvete, bem característico do local.

hiroshima cola e ice monaka

A ilha sagrada ainda abriga outros templos menores como o templo hingon Daisho-in com diversas imagens budistas e o Daigan-ji que data de 1201, em homenagem a Benzaiten, deusa hindu da boa sorte. Tendo tempo vá conhecer o Museu Municipal de História e Folclore com um acervo de obras de arte, utensílios domésticos e mobiliário do período Edo, além do Aquário de Miyajima, que não chegamos a conhecer. Depois de conhecer essas atrações, provavelmente a maré já estará alta e renderá fotos com o O-Torii já submerso. O retorno para Hiroshima é feito na mesma balsa, vale a pena ficar atento ao último horário na época que você estiver visitando a ilha.