O grandioso Real Alcazar de Sevilha

Considerado a principal atração turística de Sevilha, o Real Alcazar exibe os palácios reais e jardins dos reis Pedro I e Carlos V. Originalmente uma propriedade dos governantes almóadas, a grandiosidade da construção de mais de mil anos de história, faz com que grandes filas de turistas se formem para conhecer o seu interior.

A história do Alcazar islâmico acompanha a história da cidade de Sevilha. Os almóadas chegaram à Andaluzia em 1147, fazendo de Sevilha sua capital e iniciam a construção do Alcazar – que significa palácio ou palácio fortificado. Em 1364, o rei de Castela e Leão, Pedro I, o Cruel ordena a construção de uma residência real dentro do Alcazar do século 10, simbolizando assim a transição drástica da nova ordem cristã. Monarcas posteriores deixaram suas marcas no local, onde atualmente o Palácio Mudéjar é o coração do Alcazar, testemunho fiel de uma época de esplendor de Sevilha, junto com os jardins projetados de acordo com o estilo renascentista da época.

Por ser muito procurado, o ideal é comprar o ingresso da visita do Real Alcazar de Sevilha com antecedência pelo site. Eu tentei fazer a compra ainda do Brasil, mas por algum motivo, ao direcionar para a página de pagamento, não consegui finalizar a compra com os três tipos de cartões de crédito que tentei. Então, logo ao chegar no Gran Meliá Colón, hotel que nos recebeu na cidade, procurei a concierge para agendar nossa visita, que foi realizada com a VisiTours. A empresa realiza também um tour conjugado do Real Alcazar com a Catedral de Sevilha.

A entrada pela Puerta del León é separada em três filas – que muitas vezes se misturam – para quem comprou online, para quem vai comprar na hora e para grupos em tours, que foi o nosso caso. O tour se inicia pelo Patio de la Montería, local onde a corte se reunia antes das caçadas e de onde se observa a fachada do Palácio Pedro I, um exemplo típico do estilo mudéjar. Adentrando o palácio, podemos notar sem seus salões o uso do mármore polido com trechos do Alcorão esculpidos em alto relevo; padrões geométricos e coloridos que são típicos da herança moura; arcos de ferradura com azulejos e complexos trabalhos em estuque.

palacio pedro i

A riqueza de detalhes nas paredes é de impressionar, mas o local mais aguardado por todos e que já foi cenário de diversos filmes e seriados como “Lawrence da Arábia” e “Game of Thrones” é o Patio de las Doncellas, com trabalhos de artesãos de Granada. O pátio em formato retangular é rodeado por uma galeria de arcos separados por elegantes colunas de mármore. Estas colunas substituem o tijolo original e foram colocadas após uma reforma geral, tanto quanto partes dos ornamentos de gesso foram refeitas no século 16. Outra renovação foi realizada nos telhados das quatro galerias na época dos reis católicos.

Ao sair do Palácio Pedro I passamos por alguns dos jardins do Alcazar. O Jardim Inglês recebe esse nome porque seu desenho foi idealizado pela Rainha Victoria Eugenia de Battenberg. Ele consiste de uma zona arborizada em que a natureza cresce de forma livre e espontânea e ao fundo, em frente à Puerta de la Alcoba, está uma torre almóada pertencente ao sistema de defesa do Alcazar. O Jardim do Labirinto foi projetado em 1914, inspirado nos modelos renascentistas. Finalizando, passamos pelo Jardim Marquês de la Vega Inclán até chegar à Puerta de Marchena.

patio das donzelas e jardins

A Puerta de Marchena é o antigo portão do palácio dos Duques de Arcos, construída durante o reinado de Isabel I de Castela em 1492, com decoração gótica e elementos renascentistas posteriores na reforma de 1540. Passando pelo portão, chegamos à parte dos aposentos de Carlos V. O jardim em frente é a Galeria del Grutesco que se estende até o Jardim do Labirinto. O estilo maneirista, introduzido em Sevilha por Vermondo Resta, simula como a rocha emerge da muralha, fundindo a arquitetura com a natureza. Os arcos esculpidos no grande muro da galeria exibem pinturas de Diego de Esquivel.

A última parte do tour nos leva ao Salão dos Tapetes que foi totalmente destruído em 1755 pelo terremoto de Lisboa, posteriormente remodelado por Sebastián van der Borcht. Os tapetes que decoram a sala são uma réplica exata do original “A Conquista da Tunísia” feito entre 1548 e 1554, baseado na vitória de Carlos V, em 1535. Seguindo para a saída, passamos pelo Patio del Crucero que fica sobre as termas e conservado do Palácio Almóada original.

galeria grotesco e sala tapetes

Uma dica para quem quer enfrentar menos fila, é visitar o Real Alcazar de Sevilha à tarde. A partir das 14h, depois de almoçar nos arredores da Catedral, passamos novamente por lá e a fila já estava bem menor do que pela manhã. O Real Alcazar de Sevilha está aberto diariamente das 09h30 às 17h de outubro a março e com horário estendido até às 19h de abril a setembro. O valor do ingresso em fevereiro de 2018 era de 11,50 €.

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