Pelos sítios arqueológicos de Pisac e Ollantaytambo

A partir de Cusco, é possível conhecer diversos sítios arqueológicos do Vale Sagrado dos Incas em passeios de um dia inteiro, retornando para Cusco no mesmo dia. Para otimizar o roteiro, optei por conhecer os sítios de Pisac e Ollantaytambo em um tour a caminho de Águas Calientes, onde pernoitei para subir Machu Picchu no dia seguinte. Acho que dessa forma funcionou bem.

O império inca se expandiu para os arredores de Cusco até o século 12. O nono imperador inca levou o império até a parte andina do Chile, seu filho ampliou o território para Quito (Equador) e Santiago (Chile) e seu neto chegou até a Colômbia. Cusco foi a capital montanhesa dos incas e por essa razão, serve como cidade base para explorar os sítios arqueológicos do Vale Sagrado. Tipón, os terraços circulares de Moray, o gigantesco Sacsayhuamán são alguns dos exemplos, mas optamos por conhecer Pisac e Ollantaytambo.

A visita aos sítios arqueológicos de Pisac e Ollantaytambo foi feita em uma excursão com a empresa Machu Picchu Brasil, mas outras empresas no centro de Cusco também oferecem esse passeio e linhas diretas de ônibus também funcionam no trajeto Cusco-Pisac. O percurso de Cusco a Ollantaytambo com parada em Pisac foi feito de ônibus, e o de Ollantaytambo a Águas Calientes em trem. Por esse motivo, levei apenas uma mochila com uma troca de roupa para o dia seguinte em Machu Picchu, deixando a mala grande de viagem no hotel em Cusco.

Saímos pela manhã de Cusco, em direção a Pisac, onde paramos primeiro no vilarejo para conhecer mais sobre a criação de alpacas e o artesanato peruano. O povo da região vive basicamente da produção de tapetes, mantas e roupas feitas da lã da lhama ou alpaca. Muito comum ouvir que tal item é feito de lã de “baby alpaca”, que significa que foi feito com a primeira tosa da alpaca, o que para eles é considerado material de primeira. A experiência de ver as mulheres do povoado colorindo a lã foi algo inesquecível. Elas deixam a lã (normalmente) branca em contato com os corantes de diversas cores que são extraídos de plantas, frutas e até insetos. Após a secagem, elas esticam a lã e começam a tecer os tapetes e mantas. Um trabalho manual incrível. O povo em Pisac não vive apenas do artesanato e criação de lhamas, vivem também da agricultura. Só na região são dezenas de tipos de milho e batata, as principais fontes agrícolas.

sitio arqueologico pisac

O passeio por Pisac continua pelas ruínas do que acredita-se ter sido um posto militar para combater os invasores. As ruínas encontram-se em meio aos terraços agrícolas de milho e batata e próximo à encosta da colina, onde muito corpos foram enterrados em posição fetal para, segundo a tradição, renascerem. É possível caminhar por entre as ruínas dos edifícios militares, residenciais e religiosos, contudo, por conta da altitude (quase 3.000 metros acima do nível do mar), esse percurso deve ser feito de forma lenta. A principal atração desse sítio é o Templo del Sol, que servia como observatório astronômico. Quem gosta de compras, deve parar no Mercado de Pisac para comprar souvenires e outros itens de artesanato. Porém como todo mercado turístico, o preço é mais caro.

Após uma parada para almoço, seguimos rumo ao sítio arqueológico de Ollantaytambo. O dia que estava ensolarado e de céu azul, logo se tornou nublado e chuvoso, mas não nos desanimou. Compramos capas de chuva na entrada do sítio e prosseguimos para explorar esse local que é considerado uma cidade inca viva, já que o povo que ali vive desde o século 13, mantém antigas tradições. O nome do sítio arqueológico é derivado do general inca Ollanta que se apaixonou pela filha do governante Pachacútec.

Ollantaytambo exibe uma grande importância histórica peruana, já que foi local da maior vitória dos incas sobre os espanhóis, reconquistando o local em 1557. Em termos de ruínas, foi a que mais me chamou atenção pela grandiosidade do local. É muito impressionante pensar que cada pedra vinda de uma colina nos arredores foi trazida e movida por rampas, colocadas uma em cima da outra manualmente, vindo a se tornar uma das maiores cidades, dividida em pátios. A construção sobe a encosta da colina, de forma que do alto, podemos vislumbrar como era toda a cidade.

sitio arqueologico ollantaytambo

Além dos terraços agrícolas, as principais atrações são a fortaleza Araqama Ayllu, o salão real Mañacaray e o Templo do Sol, com seis monolitos rosa, projetados para brilhar pela incidência do sol. Destaca-se a altura dos portais, o que evidencia que o povo inca era bem baixo. Na saída do sítio, várias lojinhas de artesanato local para quem quer levar um souvenir para casa. De lá, partimos para a estação de Ollantaytambo onde pegamos nosso trem para Águas Calientes.

Ollantaytambo fica a 97 km noroeste e Pisac a 32 km ao norte de Cusco. O ingresso para ambos sítios arqueológicos está incluído no Boleto Turístico de Cusco, que pode ser comprado na cidade ou na entrada de algum dos atrativos. Esse boleto dá direito a entrada em 16 atrativos principais da cidade de Cusco e arredores, com validade de 10 dias. Outra opção é comprar o Boleto Turístico Parcial que engloba Pisac e Ollantaytambo, além de Chinchero e Moray, com validade de 2 dias.

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