Tentativa de exposição de candidato por BDSM termina em memes e apoio
Fotos foram feitas em 2007 quando Chris trabalhava como modelo
Em uma daquelas histórias que parecem ter saído diretamente dos anos 1990, adversários de Chris Gallant, candidato ao Congresso dos Estados Unidos, decidiram ressuscitar fotos antigas em que ele aparecia modelando para uma marca de produtos BDSM. A aposta parecia simples: causar escândalo, constrangimento e transformar sua vida pessoal – e o passado profissional – em munição política.
O problema é que estamos em 2026: em vez da onda de indignação que alguns imaginavam, as redes sociais reagiram com algo muito mais próximo de deboche. Entre memes, piadas e comentários de apoio, muita gente ficou mais intrigada com a obsessão de seus críticos do que com as próprias fotos. Afinal, estamos falando de imagens produzidas entre adultos, de forma consensual e muitos anos antes de sua entrada na política – e, também, num contexto de modelagem profissional.
O episódio também reacendeu uma discussão antiga: questionou-se, em peso, por que ainda existe quem acredite que ter vida sexual ativa, posar para fotos provocativas ou simplesmente viver a própria sexualidade seja algum tipo de revelação devastadora. Para muitos internautas – e eleitores! -, a tentativa de expor Gallant acabou parecendo menos um escândalo e mais uma prova cabal de como certos setores continuam presos à ideia de que vergonha sexual é uma arma política eficiente.
No fim, a estratégia dos conservadores parece ter produzido um efeito curioso e diverso do pretendido: pessoas que nunca tinham ouvido falar de Chris Gallant passaram a conhecer sua história, sua campanha e até sua resposta ao caso. E a grande revelação prometida pelos adversários? Bem, ela acabou se resumindo a algo que boa parte da internet recebeu com um encolher de ombros coletivo: um adulto fazendo coisas de adulto, consensualmente, em seu passado. Que escândalo.
