As duas melhores ativações no Rock in Rio que mostraram que nem sempre é só pelo brinde

Trident e iFood entenderam que além dos brindes, a experiência pode fazer toda a diferença para o público

Trident e iFood se destacaram por entregar experiências que divertiram o público Crédito: Divulgação

Não é mais segredo pra ninguém que uma das atrações do Rock in Rio são os brindes. Os itens geram comoção nas redes e viraram objetos de desejo do público. Mas alguns patrocinadores entenderam que para se destacar num evento cercado de marcas por todos os lados. E dois deles fizeram isso com maestria, criando ativações que chamaram tanto atenção quanto as lembranças.

A Trident Ballroom Experience e o estande do iFood no Palco Sunset dividem muito mais do que a lógica territorial: as duas apostaram em dinâmicas de participação, não de contemplação. Nada de fila para foto e sorriso amarelo. O visitante entra, dança, cumpre missão, erra, ri do próprio erro e só depois lembra que pode sair de lá com alguma coisa na mão. A ordem das prioridades, aliás, é o que separa uma ativação de festival de uma simples distribuição de brinde: aqui, ninguém está claramente ali só pelo troféu.

Até a equipe dos estandes parecia dividir o mesmo entusiasmo do público. Nos dois espaços, chama a atenção a energia do staff. Não é aquela animação corporativa cuidadosamente ensaiada para a ocasião, em que todos parecem ter recebido treinamento específico para vibrar. A impressão é de gente realmente envolvida com a brincadeira, reagindo ao público e entrando no clima.

De frente para o Palco Sunset, o iFood fez o impensável: tornou a rotina entediante da vida adulta de ir ao supermercado em um jogo interativo com missões rápidas de 30 segundos. “Pensamos os nossos espaços no Rock in Rio para nos conectar com os fãs e mostrar de diferentes formas como o iFood faz parte da vida dos brasileiros. No estande com vista para o Palco Sunset, a experiência mostra de um jeito divertido como é fácil fazer mercado pelo iFood, junto com as marcas parceiras do iFood Ads” explicou Renata Lamarco, diretora de marketing do iFood.

Fernando Silva, um estudante paulista, resumiu a essência: encontrou ali um jeito legal e descontraído de participar e avaliou que naaquele espaço “não tem preço para brincar”. Jamire Caldas, estagiária, concordou, destacando que a interação com a galera foi “muito bacana”.

E há um detalhe que merece nota máxima em bom senso: a brincadeira não fica restrita ao público adulto. Quando menores de idade participam, a dinâmica é imediatamente adaptada para que eles aproveitem a experiência sem qualquer exposição ou interação com marcas e produtos de bebidas alcoólicas. Assim, famílias inteiras conseguem participar juntas, cada geração torcendo pela outra.

No estande ao lado, a Trident ergueu uma pista inspirada na cultura ballroom dentro de sua plataforma “Que se Masque”. Para quem desconhece o universo ballroom, trata-se de um movimento político, cultural e artístico de resistência, criado por pessoas negras, latinas e LGBTQIAPN+ nas periferias de Nova York entre as décadas de 1960 e 1970. O que se viu no estande foi uma celebração magnética e zero roteirizada das categorias clássicas.

O resultado prático é uma cena pouquíssimo associada à publicidade corporativa: mães dançando ao lado dos filhos, tentando repetir uma coreografia que nenhuma das duas gerações domina, e rindo igualmente das tentativas. Em um festival em que adolescentes costumam descobrir novas formas de ignorar os pais, ver os dois lados disputando espaço na mesma pista já constitui uma pequena (e adorável) vitória social.

Ana Assis, Diretora de Marketing de Balas e Gomas na Mondelēz Brasil, explicou o conceito: “A gente não entra no Rock in Rio só para marcar presença onde todo mundo está. A Cidade do Rock é exatamente o território perfeito onde as pessoas se sentem mais livres para viver o momento da forma mais autêntica, sem se prender a roteiros para curtir do seu próprio jeito”.

A internet validou o esforço. No dia 5 de setembro, a marca atingiu 18,1% de Share of Influence Voice, isolada na liderança entre as apoiadoras do festival e na terceira posição do ranking geral. Tudo isso puxado por conteúdo naturalmente compartilhável — porque, convenhamos, gente dançando sempre viraliza muito mais do que um banner estático.

As duas ativações têm mecânicas totalmente diferentes, mas trabalham sobre uma mesma premissa brilhante: o visitante não precisa estar obcecado pelo prêmio, ele pode simplesmente querer brincar. Pode ir com os amigos, pode levar os filhos, pode assistir aos outros e sempre sair rindo. Porque ninguém precisa de mais uma experiência engessada que diga “interaja com a marca”. O que as pessoas realmente querem é uma experiência que lhes dê uma razão para interagir umas com as outras. O brinde? Bom, esse é só um bônus.

A cobertura do Rock in Rio 2026 conta com apoio de Courtyard by Marriott e Residence Inn by Marriott Rio de Janeiro Barra da Tijuca

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