Sidney Magal desembarca no Rio com a turnê Me Chama Que Eu Vou

Prestes a completar seis décadas de estrada, cantor prova que o carisma e a persona do maior latin lover do país seguem imunes ao tempo.

Sydney Magal faz show no Rio para celebrar o Dia das Mães Crédito: Denise Andrade/Divulgação

Existem figuras que transcendem o simples status de cantor para se tornarem ícones da cultura pop nacional. Sidney Magal ocupa esse posto com a segurança de quem sabe exatamente o peso da sua trajetória. E este histórico que ele leva ao palco do Qualistage, no próximo dia 8 (21h30), com a turnê Me Chama Que Eu Vou.

Muito antes de o termo transgressão virar moeda comum no marketing artístico, o carioca já rebolava em rede nacional, vestindo cetim e ostentando uma masculinidade que, paradoxalmente, flertava com o lúdico e o cigano.

Enquanto nomes como Juliano Cazarré se ocupam em ditar regras rígidas sobre uma virilidade performática e conservadora, vendendo cursos de masculinidade com o frescor de um arquivo empoeirado, Sidney sempre provou que ser macho de verdade não impede o rebolado, o uso da lantejoula ou o afeto escancarado. Ele é o antídoto para a caretice disfarçada de lição de moral.

O título da turnê, que também batizou o documentário de 2020 sobre sua vida, é um convite que o público brasileiro nunca recusou. Magal sempre foi um artista de contrastes: o rosto galã de novela das oito misturado à energia de um bailão de subúrbio. Sua história, revisitada recentemente também na cinebiografia Meu Sangue Ferve por Você (2024), revela um profissional que, sob a batuta inicial do produtor Roberto Livi, construiu uma marca indestrutível. Se nos anos 70 ele era o choque visual necessário, hoje ele é a memória afetiva em carne, osso e muito ritmo.

No repertório que chega à Barra da Tijuca, o roteiro é um mergulho sem filtros na nostalgia que funciona. Além dos hinos obrigatórios como Sandra Rosa Madalena e Tenho, o espetáculo abre espaço para Magal exercer seu lado intérprete, revisitando influências que moldaram seu estilo performático. Há homenagens ao balanço de Tim Maia e ao espírito juvenil da Jovem Guarda, gêneros que explicam por que sua música transita tão bem entre a lambada e o samba-rock sem perder a elegância.

A escolha da data não é a toa. Às vésperas do Dia das Mães, o show se desenha como o presente ideal para a geração que viu Magal surgir e para as novas que aprenderam a admirar a autenticidade de um artista que nunca teve medo de ser “excessivo”. No palco, o que se vê não é um exercício de saudoismo melancólico, mas uma celebração vibrante. Magal continua sendo o mestre de cerimônias de uma festa onde o bom humor é o protagonista.

Sydney Magal – Me Chama Que Eu Vou
Quando: 8 de maio, às 21h30
Onde: Qualistage (Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro/RJ)
Ingressos: A partir de R$ 70 – venda online

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